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O ex-director da Direcção Provincial do Trabalho da Itália, Alfonso Filosa, 68 anos,procurado pela Interpol como fugitivo da justiça esta a aguardar a sua extradição na cadeia central de Ribeirinha em São Vicente de acordo com informações confirmadas juntos ao Tribunal de Relação de Barlavento.

Alfonso Filosa  tinha sido condenado em Outubro de 2013, pela justiça italiana em primeira instância, a 15 anos e quatro meses de prisão e uma compensação de 200 mil euros para o Ministério do Trabalho  da Itália, bem como o seu afastamento de qualquer cargos públicos.
Ele é acusado de crimes de  “corrupção, suborno, extorsão, violação do segredo profissional e indução indevida ao aproveitar de sua posição, para facilitar o acesso a informações sobre data de inspecção e produzir relatórios falsos a grandes empresas em troca de propina”.
A defesa do cidadão italiano considerou na altura a sentença “bastante severa” e encaminhou um pedido de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça de Itália,  pedindo a anulação da sentença.
Durante o período em que aguardava a decisão da justiça italiana, Alfonso Filosa ficou em liberdade condicional e terá conseguido viajar para Cabo Verde onde passou a viver na cidade de Santa Maria, na ilha do Sal.
 Na semana passada a policia Judiciaria da ilha do Sal recebeu um alerta da Interpol e procedeu na passada sexta-feira à sua detenção.
O homem de 68 anos que de momento sofre com um cancro na garganta foi apresentado ontem em São Vicente no Tribunal da Relação de Barlavento e depois no tribunal da comarca onde ficou decidido a sua prisão provisória até que se criam as condições para  a sua extradição, o mais breve possível, para o país de origem.